As fortes chuvas que atingiram Manaus na tarde de terça-feira (4/3) deixaram um rastro de destruição em várias comunidades da capital, desabrigando famílias e causando perdas materiais significativas. Na zona leste da cidade, comunidades como a Sharp, no bairro Armando Mendes, e o Beco Traíra, no Jorge Teixeira, foram algumas das mais afetadas. Enquanto tentam reconstruir suas vidas, as famílias recebem apoio emergencial de órgãos estaduais, que atuam para garantir abrigo, alimentação e assistência social.
Na comunidade da Sharp, área de intervenção do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), muitas famílias perderam móveis, eletrodomésticos e até documentos pessoais devido às alagações. Atualmente, elas estão abrigadas na Escola Estadual Rui Barbosa Lima, onde recebem refeições e atendimento social. Até o momento, mais de 60 famílias já foram cadastradas pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), que realiza um levantamento detalhado das perdas materiais para direcionar o suporte necessário.
“Estamos sem rumo. Perdemos quase tudo dentro de casa, e agora dependemos da ajuda que estão nos oferecendo aqui no abrigo”, relatou Maria Silva, uma das moradoras da comunidade da Sharp.
No Beco Traíra, no bairro Jorge Teixeira, a situação não é diferente. Mais de 40 famílias foram afetadas pelas chuvas, e equipes da Seas estão no local para cadastrar os atingidos e fornecer suporte imediato. Além da assistência social, as famílias recebem refeições para garantir a segurança alimentar durante este período de dificuldades.
Apoio e solidariedade às famílias
Para as famílias abrigadas na Escola Rui Barbosa Lima, foram preparadas 100 refeições na terça-feira, e outras 120 estão previstas para serem entregues nesta quarta-feira (5/3). O objetivo é garantir que ninguém passe fome enquanto busca reconstruir suas vidas.
“A prioridade é cuidar das famílias que perderam tudo. Estamos fazendo o levantamento das necessidades de cada uma para que possam ser encaminhadas aos órgãos competentes e receber o suporte necessário”, explicou Kely Patrícia, secretária da Seas.
Além da Seas, outros órgãos estaduais, como a Defesa Civil do Amazonas, a Superintendência de Habitação (Suhab) e a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), estão envolvidos no atendimento às famílias. O Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM) também teve papel crucial, realizando 68 resgates de vítimas isoladas pelas enchentes e respondendo a cerca de 190 chamados relacionados às chuvas.
Reconstrução e esperança
Enquanto as equipes do governo trabalham para fornecer assistência, as famílias afetadas tentam se reorganizar. Para muitas, a perda de documentos e bens materiais representa um desafio adicional, mas a solidariedade e o apoio emergencial têm sido um alento neste momento difícil.
“Sabemos que a reconstrução vai levar tempo, mas estamos gratos pelo apoio que estamos recebendo. Agora, é seguir em frente e tentar recomeçar”, disse João Santos, morador do Beco Traíra.
As chuvas intensas e os alagamentos são um lembrete dos desafios enfrentados por comunidades vulneráveis em Manaus, especialmente durante o período chuvoso. Enquanto o governo continua monitorando as condições meteorológicas e coordenando ações de emergência, as famílias afetadas contam com a esperança de dias melhores e o apoio necessário para superar esta crise.